A ARTE E O PÃO

Em resposta a um racionalismo exacerbado, apregoado pelo iluminismo - movimento fundado por uma elite intelectual do século XVII na Europa - os poetas Schiller e Goethe, fundaram o movimento literário romântico “Sturm und Drang” (1760/1780), na tentativa de trazer ao povo alemão uma nova formação artística e cultural, para libertar o homem das amarras de um pensamento lógico-formal e que este o reintegrasse à natureza.

Foi estudando a Grécia antiga, berço da cultura ocidental e de uma prática democrática avançada, que Schiller encontrou as bases filosóficas para a estruturação de uma nova produção artística.

A postulação grega, tendo por objetivo o realismo, se baseava na beleza estética: nas curvas e na precisão das linhas onde procurava exaltar a beleza humana, por acreditarem na semelhança entre os homens e os deuses. Assim, os gregos construíram uma sociedade democrática que se destacou por sua cultura refinada e pelo seu poder de influência que contaminou todo o ocidente.

Para Schiller, a modernidade trazida pela proposta iluminista, que preconizava o poder da razão sobre todas as coisas, separou o homem da natureza: fragmentando-o, tornando-o um ser mecânico, por estar dissociado de suas questões existenciais. O homem moderno é um ser cindido e vivenciando sua fragmentação perde o senso ético - afastado que está de seu self, de sua cultura.

Em sua proposta Schiller tratava a arte como um ideal pedagógico, entendendo o poder desta para fazer a união entre razão e sensibilidade. Para o poeta a prática artística leva da mesma maneira aquele que produz quanto o espectador a um outro patamar de entendimento de mundo.

O artista em seu trabalho usa a razão e a intuição para expressar suas impressões de mundo e o espectador, ressignifica essas mensagens através da razão e de sua espiritualidade. Tal movimento impõe a ambos o equilíbrio de suas forças psíquicas, fundamento necessário para o crescimento psicológico, reforçando as bases para a formação do ser social.

Schiller tinha como intenção unir sensibilidade, razão e ética, como projeto integralizador da alma humana, acreditando que desta maneira surgiria como efeito, as bases de uma sociedade mais justa e democrática através da produção de uma arte integralizadora, que unisse homem e natureza para a construção do todo social.

A produção artística é o legado histórico e cultural de uma sociedade. O imaginário coletivo constitui a espécie humana e individualiza cada ser - refere-se à capacidade da mente para criar representações - ressignificando o mundo exterior. É a forma como o homem interfere em sua realidade, transformando-a através da observação.

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